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DISPLASIA
COXOFEMORAL (DOENÇA DOS QUADRIS)
Doença que
afeta as articulações da bacia, provocando
um desgaste ósseo entre a cabeça do fêmur
e o acetábulo, gerando um quadro de dor no paciente,
podendo chegar a impedi-lo de andar. Geralmente é
mais problemático em raças de grande porte,
tais como Pastor Alemão, Rottweiler, Labrador,
São Bernardo etc., mas pode ocorrer em raças
menores como os poodles, pinschers, yorkshires, etc...
Patologia de característica
genética, herança poligênica e alta
herdabilidade, com forte influência do meio - ambiente.
Em trabalho pioneiro nessa área, Hedhammer et all.
(1974), concluíram que a ingestão de altos
níveis de energia e cálcio promove uma rápida
taxa de crescimento em filhotes de raças grandes,
o que aumenta o risco de ocorrência de doenças
articulares.
O paciente apresenta,
no início do problema, claudicação
leve e resistência ao exercício físico,
evita levantar depressa, senta em posicão lateral,
as vezes mostra-se triste com falta de apetite e em casos
mais graves pode apresentar paralisia do quadril, nem
sempre respondendo ao tratamento medicamentoso.
A forma mais eficiente
de prevenção é através de
um trabalho de seleção genética,
onde se busca o acasalamento controlado entre animais
normais ao exame radiológico, reduzindo assim a
incidência do problema na ninhada. É importante
frisar a forte influência do ambiente, principalmente
nos seis primeiros meses de vida, onde um piso inadequado
(liso) e excesso de alimentação e/ou suplementação
pode acentuar o problema trazendo graves conseqüências
ao paciente.
Diante do apresentado
vimos a grande importância de basear a criação,
primeiramente em seleção genética,
buscando o apoio de criadores mais experientes, adquirindo
animais com acompanhamento radiográfico dos antecedentes
e dos parentes laterais (irmãos), procurando acasalar
animais preferencialmente HD (-), ou buscando machos HD
(-) para fêmeas com baixos graus de displasia, HD
(+ / -) e HD (+), evitando machos displásicos,
que irão transmitir as características genéticas
para um maior número de filhos, mesmo que com excelentes
resultados e premiações em pistas.
Todas essas medidas
têm uma grande importância técnica
e financeira para o canil, pois a radiografia oficial
é feita, no mínimo, aos 12 meses de idade
e algumas raças aos 18 meses, com enorme prejuízo
se o animal não estiver apto à reprodução.
A realização da radiografia obedece alguns
protocolos indispensáveis, a começar pelo
jejum de 12 horas necessário para a realização
da anestesia geral, avaliação clínica
no preparo, durante e após a realização
do exame por médico – veterinário.
A elaboração do laudo pode ser feita por
radiologista veterinário obedecendo às normas
de aferição, porém a entidade credenciada
por órgãos internacionais para emissão
do laudo oficial é o Colégio Brasileiro
de Radiologia Veterinária, sito em São Paulo.
Recomendamos,
na aquisição de uma raça de grande
porte, procurar orientação de um veterinário
para saber a incidência desse problema na raça;
procurar um criador sério que tenha controle displásico
dos pais da ninhada e que forneça um contrato de
compra e venda, onde determine as garantias da compra;
evitar pisos inadequados (lisos) nos seis primeiros meses
de vida evitando assim a sobrecarga das articulações
e conseqüente comprometimento das estruturas de apoio;
evitar superalimentação no primeiro semestre,
uma ração de boa qualidade supre todas as
necessidades do cão. Lembre que um ganho muscular
rápido e exagerado, neste período só
irá sobrecarregar a estrutura óssea do cão
e trazer sérias conseqüências mais tarde.
Dr. Almir Azevêdo
MV CRMV BA-1302
Membro do CBRV - Colégio Brasileiro de Radiologia
Veterinária