» CUIDADOS AO ESCOLHER UM FILHOTE...

QUAL A RAÇA?

      Está à procura de um filhote? Tem idéia do que procura? Já escolheu a raça? Está com dúvidas sobre como fazer a escolha certa? Bem, as considerações a seguir serão de fundamental ajuda quanto a sua futura aquisição.

      Tenha consciência que ao adquirir um filhote, você estará escolhendo o mais novo membro que integrará sua família pelos próximos 10 a 12 anos. E que embora a chegada dele na sua casa desperte uma tremenda euforia da parte de todos, acompanhará também novas responsabilidades que serão descobertas aos poucos. Lembre-se que embora seja apenas um filhotinho, essa condição não será eterna, ele crescerá e se tornará um cão adulto.

      Portanto, uma escolha incorreta poderá causar transtornos não só ao cão, mas principalmente a sua família como um todo. Os pontos a serem analisados não se limitam a um Labrador, mas também podem e devem lhe auxiliar com relação a outras raças.

      Antes de qualquer coisa, é necessário escolher a raça do seu futuro filhote. E essa escolha não pode ser baseada apenas por você achar este ou aquele exemplar “bonitinho”. Há muito mais envolvido. A seguir, temos três fatores que devem identificados:

      FUNCIONAL - Qual será a finalidade ou função do meu novo cão? Companhia? Guarda? Caça? Se as características funcionais da raça escolhida se enquadrarem dentro de sua realidade, você começou bem a sua escolha. Afinal de contas, raças como o Labrador nunca cumprirão bem o papel de guardar ou proteger um imóvel contra uma possível invasão. Ele não é um cão de guarda, atacar não é a sua função, embora até possa sinalizar a presença de estranhos. E muito menos esqueceria de prender um Pitbull, ao receber constantemente visitas em sua casa.

      FÍSICO - O próximo passo é identificar as características físicas que mais se identificam com você, sua família e o próprio local onde ele será criado. O que isso quer dizer? Que terá problemas se escolher uma raça que ao alcançar a fase adulta, não caberá em seu apartamento. E que dizer daquele cãozinho que depois de crescido, você não imaginava que tivesse tanto pêlo e necessitasse de tantos cuidados especiais? Alguns, devido a constantes viagens, preferem cães de pequeno porte, mais fáceis de se transportar e outros, por serem animais que consomem menos ração.

      COMPORTAMENTAL – Algumas raças tem um comportamento hiper-ativo, outras são preguiçosas por natureza. Existem as dóceis que amam brincar com crianças e outras temperamentais que não são totalmente confiáveis para seus filhos ou os de seu vizinho terem contato. Agora, e se você detesta caminhadas, preferindo ficar o tempo livre em casa, assistindo TV ou coisa similar e escolhesse uma raça que necessitasse de um grau maior de atividade física? Com certeza, esse cão se tornaria um animal altamente estressado ao seu lado. Outras raças já são mais barulhentas, latem bastante e muitas vezes por qualquer razão. Até aí tudo bem, é uma das maneiras que usam para se comunicar, mas o que seu vizinho do apartamento ao lado acharia disto? Mais um fator a ser analisado.

      Portanto, antes de decidir, ponha todos esses fatores em consideração. Analise com cuidado. Mas caso ainda tenha dúvidas, não hesite em perguntar, procure uma pessoa mais experiente nesse respeito. No final, o resultado será fantástico para você e os da sua família: nasceu o mais novo membro que trará momentos de muita alegria para todos!

      COMO FAZER UMA BOA ESCOLHA?

      Pelo visto você já tem idéia de qual será a raça de seu filhote.
Agora entramos no que chamaria de etapa crítica da sua aquisição:
ONDE encontrar o que procura?

      Bem, antes de qualquer coisa, tenha em mente que o que lhe atraiu a determinado tipo de cão, são características determinadas pela sua raça, pelo seu sangue. Daí, precisamos nos certificar que esse filhote esteja dentro do padrão da raça, um puro e verdadeiro representante do grupo a que se diz pertencer. Chamo de etapa crítica, por que a falta de conhecimento (ignorância), da maioria, a respeito de cães e da raça simpatizada pode lhe levar a uma desastrosa escolha. E infelizmente, do outro lado, é possível que você se depare com alguém que usará isso de maneira desonesta, para benefício exclusivamente próprio.

      Quer ser bem-sucedido na sua busca? Então siga as instruções a seguir:
· Procure aprender sobre o padrão da raça. O órgão gestor da Cinofilia no Brasil, a CBKC - Confederação Brasileira de Cinofilia, disponibiliza-os na internet através do endereço: http://www.cbkc.org/padroes/principal.htm

      · Saiba que o Pedigree, certidão de nascimento de um cão onde consta sua árvore genealógica, não é o suficiente para determinar a qualidade de um filhote. ATENÇÃO! É triste, mas muitos vendedores de cães, conhecidos como “cachorreiros”, adulteram e falsificam, simulam cruzamentos e ninhadas que nunca existiram. E às vezes o que se pensava ser um excelente exemplar, não passa de um cão com documentos forjados e por sua vez sem origem definida. Tenha cuidado com pessoas que insistem apenas em dizer que o cão tem pedigree. Não deixe de conhecer pessoalmente os pais do filhote, agende uma visita ao canil – criadores sérios terão imenso prazer em recebê-lo em suas instalações. Assim terá oportunidade de ver o que seu futuro filhote mui provavelmente será quando crescer.

      · Evite comprar filhotes em feiras de cães, uma vez que são comuns a aglomeração descontrolada e a falta de higiene, propiciando um ambiente favorável a disseminação de doenças, que na sua maioria só serão descobertas em sua casa.

      · Recorra a canis especializados na criação de exemplares da raça escolhida - eles são os mais indicados para lhe oferecer um cão puro, de qualidade, fruto de cruzamentos selecionados. Como descobri-los? Procure o Kennel Club da sua cidade e informe-se a respeito. Aqui em Salvador, o Grande Bahia Kennel Club (http://www.fcbahia.hpg.ig.com.br) atende no Tel.: (71) 289-0704 / 379-9565.

      · Preste atenção nas instalações do criador. É óbvio que se seu filhotinho origina-se de um local que zela pela higiene, onde os cães apresentam um porte saudável, alegria e atividade, já evidencia a qualidade do “fruto” do canil.

      · Lembre-se: manter um canil devidamente higienizado, envolve gastos com pessoal e material de limpeza; Um controle de pragas eficaz por sua vez demanda gastos com produtos químicos específicos tanto para o ambiente como para os animais; Animais fortes e saudáveis, uma bela pelagem e alta resistência imunológica são conseguidos com a utilização de uma alimentação balanceada, uma ração de qualidade; O tratamento preventivo e corretivo das doenças comuns aos cães, exige a administração de vacinas e medicamentos veterinários; O controle de displasia de um plantel por sua vez, leva o criador a investir em matrizes e padreadores de procedência e exames radiológicos necessários; Em suma, a QUALIDADE da criação está ligada diretamente a QUANTO é investido na mesma.

      Portanto, aquele velho ditado que diz “O barato às vezes sai caro” é uma realidade quando se trata de adquirir filhotes de qualidade. Analise a relação CUSTO x BENEFÍCIO. Não muito raro, a compra de filhotes “mais baratos” é seguida por expectativas frustradas em vista dos gastos inesperados com constantes atendimentos de emergência, medicamentos e dores de cabeça que poderiam ser evitadas. (Leia “Uma triste Experiência”).